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Ronaldo A. Bezerra

sexta-feira, julho 08, 2011

NASCIDO ESCRAVO

Lutero, Martinho. “Nascido Escravo”. Martinho Lutero a escravidão da vontade, resposta à famosa Diatribe sobre o livre arbítrio, Erasmo publicou em 1524. Desidério Erasmo (c. 1466 – 1537) e Martinho Lutero (1483 – 1546).
A evidenciação da personalidade e a fragilidade dos sentimentos de Lutero revelam uma força lógica e persuasiva de seus argumentos mostrando-se uma mente treinada na disciplinada escolástica medieval.
Estamos diante do estilo polêmico de Lutero, onde não obstante devemos comparar o texto luterano muito mais com um bisturi de um resoluto cirurgião do que a pena de um clínico em seu receituário.
Publicado inicialmente em 1525, A Escravidão da Vontade é um primor de composição polêmica. Lutero repudia a Diatribe de Erasmo expondo a doutrina bíblica do pecado original.
Sem um diagnostico preciso acerca da enfermidade humana, não há como discernir de maneira apropriada o valor das boas-novas do evangelho da graça de Cristo.
Foi exatamente com a compreensão do puro evangelho que se abre para Lutero a noção do cativeiro radical da vontade fazendo-o entender que sem sombra de dúvida, na doutrina da depravação do homem situa-se a pedra angular da reforma. O reformador está muito bem qualificado para tratar do assunto da impiedade e da depravação.
O que é a verdadeira liberdade? Para Lutero, a livre vontade é um termo divino, e não cabe a ninguém, a não ser unicamente à majestade divina. Pois conceder tal atributo ao ser humano significaria atribuir-lhe diretamente a própria divindade, usurpando assim a glória do Criador.
Lutero, assim, compreende que a pergunta pela liberdade da vontade no fundo é a pergunta pelo poder da vontade. Sendo assim, a livre vontade é predicado de Deus.
O apóstolo Paulo, em Romanos 1.18, ensina que todos os homens, sem qualquer exceção, merecem ser castigados por Deus. Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça”. Segue-se daí que o livre-arbítrio os está conduzindo a uma única direção da impiedade e da iniqüidade.
No versículo 16 Paulo declara que o evangelho é “o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê”. Significa, que se não fosse o poder de Deus conferindo através do evangelho, ninguém teria forças, em si mesmo, para voltar-se para Deus.
Havia judeus e gentios que se esforçavam por acertar a sua situação diante de Deus, mas, apesar de todas as suas vantagens e de seu “livre-arbítrio”, eles fracassaram totalmente. Paulo não hesitou em condenar a todos.
Deus revela sua retidão aos homens. Mas Ele não é tolo. Quando Paulo declara no versículo 17, “a justiça de Deus se revela”, ele dizendo que se os homens não precisassem da ajuda de divina, Ele não desperdiçaria o seu tempo prestando-lhe tal ajuda.
Talvez alguma pessoa audaciosa atreva-se a dizer que somos capazes de fazer mais do que de fato fazemos; porém, o que aqui nos interessa é o que somos capazes de fazer, e não o que estamos ou não estamos fazendo.
Deus ordenou que toda boca ficasse calada. Não apenas certos grupos de pessoas que são culpados diante Dele. Porém, até mesmo os melhores dentre os homens estão condenados por sua impiedade. Estão espiritualmente mortos, da mesma forma que aqueles que, de maneira alguma, procuram guardar a lei de Deus. Todos os homens são ímpios e culpados, e merecem ser punidos por Deus.
Em Gálatas 3.10, Paulo escreve: Já os que são pela prática da lei estão debaixo de maldição, pois está escrito: "Maldito todo aquele que não persiste em praticar todas as coisas escritas no livro da Lei". Paulo busca apoio em Moisés para afirmar que a lei é imposta sobre todos os homens, e que o fracasso na obediência à lei sujeita todos os homens à maldição divina.
O ensinamento de Paulo é que há duas classes de pessoa no mundo – aquelas que estão espiritualmente vivas e aquelas que não estão. Isto está em harmonia com ensinamento de Jesus Cristo em João 3.6, “O que nasce da carne é carne, mas o que nasce do Espírito é espírito”. Para as pessoas que não possuem o Espírito Santo, é sem utilidade. Não importa o quanto procurem guardar a lei, não serão justificados exceto pela fé.
Significa que “livre-arbítrio”, mesmo considerado por seu melhor ângulo, é incapaz de corrigir a situação do homem diante de Deus.




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